Tóquio 2020: Modalidades esportivas – Karatê

Tóquio 2020: Modalidades esportivas – Karatê

O SprintNews começa uma série de matérias especiais, mostrando as modalidades que serão disputadas nos Jogos Olímpicos de Tóquio e nada mais justo do que começar por uma das modalidades mais tradicionais da cultura japonesa, o Karatê.

História

Karatê é uma arte marcial de autodefesa originaria do Japão. A palavra Karatê significa “mão vazia”. É uma arte marcial que ensina golpes para a autodefesa sem armas de qualquer espécie.

Atitudes positivas e autodisciplina são importantes na prática do Karatê. Os principais objetivos são: o aperfeiçoamento do caráter e a busca por maior eficácia de todo o corpo no momento da autodefesa.

O método de combate dessa arte marcial baseia-se em posições iniciais de equilíbrio, que dão origem aos golpes, que podem ser socos ou chutes no adversário.

A origem do Karatê está diretamente relacionada aos acontecimentos históricos ocorridos no arquipélago de Okinawa, localizado ao sul do Japão. Antes divididas por feudos, as ilhas acabaram sendo unificadas em 1429, quando foi decretada uma ordem que proibia a propriedade de qualquer tipo de arma na região.

Foi a partir dessa proibição que os habitantes de Okinawa começaram a desenvolver uma nova forma de combate desarmado como defesa pessoal, no qual a principal arma seria a utilização das mãos e dos pés. Conhecida como “Okinawa-té”.

A história do Karatê moderno começa no final do século XIX a partir da evolução do processo de ensino da arte marcial desenvolvida em Okinawa, aspecto que tornou seu aprendizado muito mais fácil. Também foi nessa época que surgiu o nome “Karatê”, sendo praticado com enfoque em educação física e fundamentação espiritual.

O principal responsável por popularizar o Karatê fora de Okinawa foi o mestre Gichin Funakoshi. Em 1916 fez a primeira demonstração pública, na cidade de Kyoto, em 1921 faz uma apresentação para Hiroshita, o futuro imperador do Japão. Em 1923, o mestre Funakoshi se muda para Tóquio com intuito de propagar o Karatê no Japão, sempre buscando formar homens como cidadãos úteis a sociedade.

Em 19 de junho de 1999, na 109ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional – COI, confirmou-se o reconhecimento da Federação Mundial de Karatê (World Karate Federation – WKF, em inglês) como a entidade dirigente do Karatê mundial.

O COI estabeleceu dois parâmetros para a aceitação de um esporte como olímpico: ser praticado em muitos países e ser representado por uma entidade mundialmente reconhecida. Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional aprovou o Karatê como modalidade olímpica para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

Disputa olímpica

A disputa pelas medalhas no Karatê será dividida em kata e kumite.

Kata são demonstrações que consistem em uma série de movimentos ofensivos e defensivos visando um oponente virtual. Os competidores escolhem os katas que serão demonstrados entre os 102 que são reconhecidos pela World Karate Federation. Um sistema baseado em pontos foi adotado em janeiro de 2019, no qual as pontuações atribuídas por três dos sete juízes são adicionadas e aplicadas a uma fórmula de cálculo separada para determinar o vencedor.

No kumite, dois karatekas se enfrentam em uma área de competição medindo 8m x 8m. Os atletas devem acertar uma série de golpes na área alvo do corpo de seu oponente com energia e precisão. Ataques com boa forma, poder e controle ganham entre um e três pontos. Um competidor vence acumulando oito pontos a mais que o oponente durante a luta ou ganhando mais pontos que o oponente no tempo previsto de três minutos. Em caso de empate, o competidor que marcou o primeiro ponto é o vencedor. No caso de uma luta sem pontos, o vencedor será declarado por decisão dos juízes.

O kumite será dividido em categorias por peso:

  • No masculino, haverá categorias para -67kg, -75kg e +75kg.
  • No feminino, as categorias serão -55kg, -61kg e +61kg.

Nippon Budokan

Os atletas competirão no Nippon Budokan, o lar espiritual das artes marciais japonesas e um local herdado dos Jogos de Tóquio de 1964.

O Nippon Budokan, entretanto, foi construído originalmente para a competição de judô dos Jogos Olímpicos de Verão de 1964, daí o seu nome, que pode ser traduzido como “Salão de Artes Marciais”. A capacidade da arena é de aproximadamente 14.200 pessoas.

Karatê Tóquio2020

Classificatórias

Cada categoria irá classificar 10 atletas e cada país poderá ter apenas um lutador por categoria. O Japão, como país sede, tem direito a uma vaga em cada categoria. No total, serão classificados 80 atletas de Karatê para disputar as medalhas olímpicas.

Os atletas serão escolhidos por diferentes tipos de classificatórias:

1- Um ranking olímpico foi criado – ele é diferente do ranking internacional. Para esse ranking, valem apenas as competições indicadas ano a ano pela Federação Mundial de Karatê. Os quatro melhores atletas de cada categoria no dia 20 de abril de 2020 estarão com vaga garantida em Tóquio, respeitando a regra de um por país.

2- Torneio classificatório de Paris (de 8 a 10 de maio de 2020) – cada país poderá mandar um atleta por categoria para essa competição, desde que o país já não tenha classificado algum atleta pela regra anterior. Os três primeiros de cada categoria carimbam o passaporte para Tóquio.

3- Torneios continentais. Os torneios continentais darão um total de 12 vagas (6 para o masculino e 6 para o feminino). Cada federação continental irá definir qual campeonato será escolhido para isso.

4- Convite. Depois de todas as vagas anteriores preenchidas, haverá quatro vagas (duas no masculino e duas no feminino). As federações nacionais poderão requerer que seus atletas preencham essas vagas. O comitê olímpico definirá essas últimas vagas de acordo com o desempenho desses atletas.

Ranking até agora

Veja quem seriam os cinco primeiros classificados hoje, por categoria e como estão os brasileiros nesse ranking :

Kata masculino:
1º – Ryo KiYuna (JAP)
2º – Damian Quintero (ESP)
3º – Ali Sofuoglu (TUR)
6º – Antonio Diaz (VEN)
7º – Mattia Busato (ITA)
51º – Williames Souza (BRA)
125º – Rafael Santos (BRA)

Kata feminino:
1º – Sandra Sanchez (ESP)
2º – Kiyou Shimizo (JAP)
3º – Viviana Bottaro (ITA)
4º – Lau Mo Sheung (HKG)
6º – Sakura Kokumai (EUA)
47º – Nicole Mota (BRA)
99º – Clau Aguiar (BRA)
110º – Naomi Hipólito (BRA)

Kumite -67kg masculino:
1º – Darkhan Assadilov (CAZ)
2º – Angelo Crescenzo (ITA)
3º – Steven Dacosta (FRA)
5º – Ali Elsawy (EGI)
6º – Vinícius Figueira (BRA)
7º – Hiroto Shinohara (JAP)
10º – Douglas Brose (BRA)
52º – Rafael Nascimento (BRA)

Kumite -75kg masculino:
1º – Bahman Ghoncheh (IRA)
2º – Luigi Busa (ITA)
3º – Ken Nishimura (JAP)
4º – Rafael Aghayev (AZE)
5º – Thom Scott (EUA)
68º – Breno Teixeira (BRA)
86º – Marco dos Anjos (BRA)
88º – Hernani Veríssimo (BRA)

Kumite +75kg masculino:
1º – Ugur Aktas (TUR)
2º – Sajad Ganjzadeh (IRA)
4º – Jonathan Horne (ALE)
5º – Ivan Kvesic (CRO)
7º – Ryutaro Araga (JAP)
66º – Kaique Rodrigues (BRA)
74º – Adam Ramos (BRA)
133º – Marcelo dos Santos (BRA)
134º – Diego Moraes (BRA)

Kumite -55kg feminino
1º – Serap Arapoglu (TUR)
2º – Anzhelika Terliuga (UCR)
3º – Tzu-Yun Wen (TAW)
4º – Sara Bahmanyar (IRA)
5º – Miho Miyahara (JAP)
17º – Valéria Kumizaki (BRA)
70º – Jessica Linhares (BRA)

Kumite -61kg feminino
1º – Xiaoyan Yin (CHN)
2º – Giana Lotfy (EGI)
3º – Javana Prekovic (SER)
4º – Merve Coban (TUR)
10º – Mayumi Someya (JAP)
29º – Stephani Trevisan (BRA)
57º – Erica Santos (BRA)
67º – Tais Oliveira (BRA)
69º – Sabrina Pereira (BRA)

Kumite +61kg feminino:
1º – Irina Zaretska (AZE)
2º – Elena Quirici (SUI)
4º – Ayumi Uekusa (JAP)
5º – Eleni Chatziliadou (GRE)
6º – Hamideh Abbasali (IRA)
73º – Natalia Spigolon (BRA)
83º – Isabela Rodrigues (BRA)
84º – Bárbara Rodrigues (BRA)

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