Tóquio 2020: Modalidades esportivas – Surfe

Tóquio 2020: Modalidades esportivas – Surfe

SprintNews segue sua série de matérias especiais, mostrando as modalidades que serão disputadas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta matéria, trazemos mais uma das novidades aprovadas pelo Comitê Olímpico Internacional buscando trazer novos públicos para os Jogos Olímpicos, hoje vamos falar do Surfe.

História

A prática de deslizar sobre as ondas era conhecida entre os povos peruanos e polinésios. Os primeiros relatos do surfe dizem que ele foi levado ao Havaí pelo rei polinésio Tahíto. Outros relatos dão conta de que, antes dos havaianos, povos peruanos já utilizavam uma espécie de canoa, feita de junco, para deslizar sobre as ondas.

No Havaí, inicialmente, as pranchas utilizadas eram feitas de madeira, denominadas Olo e Alaia, no Peru, eram feitas de junco. As pranchas eram fabricadas pelos próprios usuários. Acreditava-se que, ao fabricar sua própria prancha, se transmitiam todas as energias positivas para ela e, ao se praticar o esporte, se libertava das “energias negativas”. Os primeiros praticantes desse esporte acreditavam que sua prática seria um culto ao espírito do mar.

O reconhecimento mundial como esporte veio pelo campeão olímpico de natação e considerado pai do surfe moderno, o havaiano Duke Paoa Kahanamoku. Ao ganhar sua medalha de ouro nos jogos olímpicos de 1912, em Estocolmo, o atleta contou em entrevista que seu treino se resumia em “cavalgar sobre as ondas com uma tábua de madeira” e, desse modo, passou a ser o maior divulgador do esporte no mundo.

No início do século XX Duke promoveu o surfe realizando demonstrações em várias regiões do mundo, como a Califórnia, França, Austrália, América do Sul e África. Durante a década de 1940, o esporte popularizou-se na costa oeste dos Estados Unidos, tornando-se popular entre os jovens que frequentavam as praias do sul da Califórnia. Com os primeiros campeonatos de surfe sendo organizados na década de 1970, o surfe tornou-se popular em todo o mundo.

Disputa olímpica

A modalidade do surfe que será disputada nos Jogos Olímpicos é conhecida como shortboard, que apareceu pela primeira vez por volta de 1970. As pranchas têm aproximadamente seis pés (1,8m) de comprimento e uma ponta pontiaguda que ajuda a girar, é rápida de manobrar e tende a ser receptiva a técnicas mais dinâmicas.

As disputas serão na praia de Tsurigasaki, em Chiba, a 60km de Tóquio, que tem boas ondas e, em dias maiores, oferece tubos.

Tsurigasaki é uma praia do tipo beach break, com o fundo do mar composto por areia. Esta formação é mais segura para os atletas, com menos risco de acidentes e por ser de areia, o fundo muda com o vento e as marés, mudando também a formação das ondas. Este tipo de praia é o mais comum no Brasil, estando em praias como as da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, Praia do Rosa em Santa Catarina e Maresias, São Paulo.

A duração de cada bateria é terá entre 20 e 25 minutos, sendo decidida pelo diretor técnico, dependendo das condições do mar no dia. Neste período, cada atleta poderá surfar no máximo 25 ondas, e as duas ondas com maior pontuação contarão para a pontuação total da bateria. Cada bateria será disputada por 4 surfistas, os dois melhores avançam para fase seguinte.

Classificatórias

A Associação Internacional de Surfe (ISA) criou um processo de qualificação com a aprovação do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a estreia olímpica do surfe nos Jogos Olímpicos de Tóquio, garantindo a participação dos melhores surfistas profissionais do mundo, além de promover oportunidades para surfistas de todos os países do mundo.

Os principais elementos do sistema de qualificação são os seguintes:

20 homens, 20 mulheres.
Máximo de 2 surfistas por gênero para cada país, de acordo com o Comitê Olímpico Nacional.
As vagas de qualificação serão obtidas individualmente, por nome.
De acordo com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), os eventos de qualificação foram determinados em ordem hierárquica de qualificação:

– Circuito Mundial de 2019: Primeiros 10 homens elegíveis e 8 primeiras mulheres elegíveis.
– Jogos Mundiais de Surfe ISA 2020: Primeiros 4 homens elegíveis e 6 primeiras mulheres elegíveis.
– Jogos Mundiais de Surfe ISA 2020: 4 homens e 4 mulheres selecionados com base em seu continente. Primeiro surfista elegível de cada gênero da África, Ásia, Europa e Oceania.
– Jogos Pan-americanos de 2019: Primeiro homem elegível e primeira mulher elegível nas competições de surfe.
– Vaga do país anfitrião: Uma vaga masculina e outra feminina serão garantidas para o país anfitrião do Japão, a menos que já esteja preenchido pelas hierarquias acima. Se os atletas do Japão se qualificarem regularmente, suas vagas serão realocadas para os surfistas qualificados mais bem classificados nos Jogos Mundiais de Surfe de 2020.

Ranking até agora

Masculino
1) Ítalo Ferreira (BRA)**
2) Gabriel Medina (BRA)**
3) Jordy Smith (AFS)**
4) Filipe Toledo (BRA)
5) Kolohe Andino (EUA)**
6) Kanoa Igarashi (JAP)**
7) Owen Wright (AUS)**
8) John John Florence (EUA)**
9) Jeremy Flores (FRA)**
10) Kelly Slater (EUA)
11) Julian Wilson (AUS)**
12) Seth Moniz (EUA)
12) Ryan Callinan (AUS)
14) Wade Carmichael (AUS)
15) Michel Bourez (FRA)**

Ítalo Ferreira e Gabriel Medina

Feminino
1) Carissa Moore (EUA)**
2) Caroline Marks (EUA)**
3) Lakey Peterson (EUA)
4) Sally Fitzgibbons (AUS)**
5) Stephanie Gilmore (AUS)**
6) Tatiana Weston-Webb (BRA)**
7) Courtney Conlogue (EUA)
8) Johanne Defay (FRA)**
9) Malia Manuel (EUA)
10) Nikki Van Dijk (AUS)
11) Brisa Hennessy (CRC)**
12) Silvana Lima (BRA)**
13) Coco Ho (EUA)
13) Bronte Macaulay (AUS)
15) Keely Amdrew (AUS)
16) Paige Hareb (NZL)

** CLASSIFICADO/A

Tatiana Weston-Webb
Silvana Lima

Como o critério de classificação é de apenas 2 vagas de cada gênero por país, o brasileiro Filipe Toledo e a grande estrela americana Kelly Slater não estarão disputando os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Quem será coroado o primeiro campeão olímpico de surfe da praia de Tsurigasaki?

Acompanhe toda a cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio no SprintNews, através deste link e das nossas redes sociais.

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